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A MPB NÃO É MAIS POPULAR

domingo, 12 de agosto de 2007

Bons tempos aquele em que o música de protesto era feito na voz e na mente de Chico Buarque, Geraldo Vandré, dentre outros, que o baião dominava as rádios com o mestre Gonzagão e o carnaval tinha as marchinhas de Capiba tocando no salão, ainda tinha a turma “despreocupada” que curtia a jovem guarda e a galera intelectualizada que ia de “bossa nova”. Artistas sem fronteiras, sem classe social, com público dos guetos às elites.

Mas hoje é diferente, com exceção desses ícones que ainda resistem no tempo a MPB não é mais do povão não é mais popular. A MPB, é marca registrada dos defensores da “boa” música brasileira, ou seja, da música que eles elegem como boa, os mesmos que definem uma música como “lixo”, e depois a aplaudem na voz de Caetano Veloso. Talvez não sei, possam ser cantores frustrados, por que não fizeram sucesso, plagiando o Chico Buarque ou o Tom Jobim.

Mas felizmente o povo não é besta, pelo menos em matéria de música, pra deixar que outros decidam o que deve e não deve ser ouvido. O resultado disso é que as gravadoras lotadas de opiniões desses “donos da MPB” estão quebrando e vão quebrar ainda mais, isso ocorre porque são incapazes de fazer um som pra agradar a massa, mas quando o som surge dessa própria massa, não presta, é lixo feito por imbecis, essa é a cara do Brasil.

Então, mesmo que você não curta a música do povão respeite-a, por que essa é a nova música popular brasileira. Popular expressão que vem do latim populare, que o mestre Aurélio define como; Do Povo ou próprio do povo, feito para o povo, agradável ao povo; que tem as simpatias dele, ou seja, música da massa, feito pela massa e para massa, ou seja, o Samba e o Funk carioca, o pagode de São Paulo, o o Calypso do Pará, o frevo e o Tercno-brega de Pernambuco, o forró do nordeste, o sertanejo de Goiás, queiram ou não queiram, é essa a nova cara da Música Popular Brasileira e quem diz isso é o povo.

Agora se você meu amigo é músico de “gueto”, de pequenos grupinhos, que faz música pra se apresentar em circuito alternativo ou em feira cultural bancada pelo governo, se grande público pra você é 500 pessoas, meu amigo você faz música alternativa, porque MPB quem faz é quem vende música a quem nem tem dinheiro pra comprar um pão, que faz das tripas coração, mas não abre mão de consumir um cantor ou cantora de seu coração. Respeitem a música do povo, respeitem os cantores do povo, por que somos incapazes de lhes garantir cidadania e agora queremos usurpar-los de sua identidade musical